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.:: Um Pouco Sobre Halu Gamashi ::.

Eu sou Halu Gamashi.
Nasci Mércia e não sei como vou morrer.
Estou aqui para contar a minha história.
É muito comum as pessoas contarem suas histórias por datas.
Eu prefiro contar por nomes.
Foi através dos nomes que fui fazendo as descobertas sobre mim.
Através de Mércia, eu descobri como a vida pode ser difícil para
alguém que nasce Mércia e um dia se tornará Halu Gamashi.

Hoje, com mais de 40 anos, dona da minha história,
dona do meu caminho, eu lido naturalmente com mais tranqüilidade sobre isso.
Mas para este período a que me refiro, foi um susto muito grande.

Toda esta historia esta muito contada no meu livro:
Chakras, a história real de uma iniciada.
Enfim, procurando caminhos, procurando pessoas que pudessem me ajudar,
eu aportei na ciência afro-brasileira.
E estudiosos destes conhecimentos trouxeram para mim uma segurança,
um alinhamento energético, uma força até então desconhecida,
para que eu pudesse lidar com as minhas peculiaridades.
E o tempo foi passando.

Um dia, aos 28 anos, eu experimentei a minha primeira abertura de chakras.
É importante que se diga, eu não tinha a menor idéia do que tinha acontecido naquele momento.
Tudo na minha vida foi assim.
Eu conheci o mundo espiritual, as casas astrais...
A primeira vez, foi um susto muito grande.
Eu me vi ao lado do meu corpo e o susto de ver o meu corpo deitado na cama, e ao lado, um outro corpo igualzinho em pé, com toda consciência, com toda a razão, com toda lógica fez com que eu criasse uma velocidade, passei pelo guarda-roupa, cheguei à sala do meu vizinho.
Foi uma experiência muito forte.
No dia seguinte, eu precisei ir à casa deste vizinho para confirmar se o que estava na minha lembrança era ipsi-liter
ao que eu iria ver com os olhos abertos com uma outra consciência agora.
Para a minha surpresa, era exatamente igual.

E comecei a ler, a estudar e descobri que o que eu tinha era projeção astral.
Nunca fiz nenhum curso disso.
Nunca procurei ninguém, nunca fiz nenhum exercício.
Nunca fiz promessa para isso acontecer.
Em verdade, eu tenho certeza que todos esses compromissos eu fiz antes de encarnar.

Mas enquanto aqui encarnada, nunca procurei nada para me tornar uma pessoa diferente, incomum ou paranormal.
Eu nasci assim.
E conviver com o que as pessoas acham que não existe não é uma experiência fácil.
As aberturas de chakras aumentaram mais a minha clarividência e a minha capacidade de ver e ouvir os espíritos aumentaram muito.

Hoje eu moro em uma chácara, recebo meus amigos, tenho um lado comum, as vezes vou a restaurantes, viajo para trabalhar, tenho alunos de astrologia, trabalho também fora do país, na Suíça.
Mas eu não posso dizer que tenho condições de estar em qualquer lugar, a qualquer hora, com quem quer que seja.
E eu tenho uma vida comum e uma vida incomum.
A minha vida incomum é conviver com o que
a maioria das pessoas acredita que não existe.
Eu convivo com os elementais da natureza, que a cultura afro-brasileira chama de orixás.
Na minha opinião, as essências mais puras, mais verdadeiras que existe no planeta terra.
Eu convivo com o mundo espiritual, toda noite, através da projeção astral.
Estudo nas academias astrais, nunca fiz uma universidade na terra, todo meu conhecimento tem origem no que aprendo com os orixás, com o que ouço deles, com o que vejo deles.
E o que aprendo com as academias astrais.
Eu sou uma pessoa comum, que tem um lado incomum e que estuda as ferramentas que dispõe para fazer com que este lado incomum interaja com a minha concretude material.

Todas as minhas experiências com aberturas de chakras levaram-me a concluir que: ou nós, seres humanos, aprendemos a lidar com os nossos órgãos sutis, ou a espécie humana não resistirá. Basta abrir as janelas, basta olhar para as ruas e ver o que está acontecendo com a humanidade.
O tempo não pára. Isso não é nenhuma novidade. E esta é a maior das novidades. Cada vez que paro para refletir que o tempo não pára, eu compreendo: só temos dois lados para ir. Assim como existe esquerda-direita, norte-sul, o processo evolutivo espiritual da humanidade também tem lados.
Ou caminharemos para um aspecto mais denso, mais egocêntrico, mais material por negar totalmente a nossa sutileza ou abrimos a mente generosamente para compreender a nossa alma.
Oportunamente abro minha casa para receber pessoas que queiram partilhar deste universo.


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